Só pra situar, esse post é continuação do de Veneza.No exato momento já estou na minha mais nova casa, e ainda cheia de anotações, lembranças e fotos que estão loucas para escaparem nesse blog.
Pois bem, depois de Veneza viajamos a noite toda até Roma. E após umas 6 horas de trêm bem mal dormidas, desembarcamos na cidade! Nosso albergue ficava próximo à estação, mas não se engane não, a estação de trêm é GIGANTESCA e para sair dela tem que andar um "bocado infinito". Enfim, depois de muito caminhar, encontramos um albergue. Não era dos mais baratos não, mas a cama era confortável, o chuveiro quente e o dono muito simpático, e no fim, é isso que importa mesmo. E foi o tempo de tomar banho, aproveitar dois minutos de lençol, e rua!
E Roma é aquela coisa, história ao vivo, da cabeça aos pés, literalmente! Se bobear um segundo perde uma estátua importante, uma das mil praças principais, uma fonte, uma ruína ou uma bela igreja. Andar, andar e andar é o melhor jeito de conhecer a cidade(na minha opinião andarilha, levemente tendenciosa). No fim do dia só se quer ver um belo quarto escuro, sem resquícios de mármore, grandeza, gesso e etc. É, e se eu puder ousar um conselho, eu dira, fique pelo menos cinco dias, porque assim da pra conhecer bem sem atingir a exaustão do corpo todas as noites. Ficamos dois e meio, e foi um tanto quanto bem cansativo. Visitamos os mais famosos, cinco estrelas, Colosseum, Pantheon, Forum Romano, Piazza del Popolo, Trevi Fountain, Museu do Vaticano, Capela Sistina e vários outros lugares, mas chega né.Não dá pra não lembrar...La Dolce Vita
O meu momento mais esperado era conhecer a Capela Sistina, e já sabia que eu teria que andar um bom tempo no Museu do Vaticano até chegar lá. "Um bom tempo" levou mais do que eu imaginava, umas 4 horas rodeada de outras obras de arte. Mas vale a pena, quando se pisa dentro da pequena igreja o coração não dispara, pelo contrário, se enche de tranquilidade e admiração. O pescoço dói de tanto que se olha fixamente pra cima. Só saí de lá expulsa pelos guardas. A cidade é muito interessante, cheia de história pra contar, pra quem gosta é um prato cheio, ou melhor, esparramando!Pompéia foi o próximo destino. Por que Pompéia? Hum, por que sim! A idéia era ir a Salermo e a cidade ficava no meio do caminho, então não custava nada dar uma paradinha lá. Bem, não foi bem assim. Parar lá acabou mudando tudo, completamente.
Primeiro que entramos no trem e já "sacamos" os apetrechos necessários pra se preparar um típico almoço on-the-road. Prato do dia: o de sempre, baguete com queijo, presunto cru e rúcula. Conversa vai, conversa vem e surpresa, perdemos a estação de descer. Ótimo, toca descer na próxima cidade e voltar até Pompéia.
A atração da cidade é a parte atingida pelo Vezuvio em 79 AC, que ainda está conservada. O interessante mesmo são os corpos, que podem ser vistos exatamente na posição em que foram atingidos, maioria se contorcendo todo e com cara de dor profunda.
As casas também estão conservadas do mesmo jeito que eram, e quando agente vê a arquitetura dos tempos "antes de cristo" começa a re-pensar a tal "cilivização moderna" e suas evoluções, eles já utilizavam cisternas, aquecimento solar para água e tinham sistemas de irrigação natural para os quintais.
Como eu comentei antes, o plano era ir até Salermo, mas surgiu um porém, o próximo trêm para a cidade só sairia no dia seguinte e todos os albergues em Pompéia eram uma fortuna (acho que era cartel). E tinha um outro trem piscando pra gente, ia para Palermo, na Sicília. Nem preciso dizer que bateu aquela vontade gigante de sentir um pouco de calor, ver o mar e tomar soverte italiano, né? E foi isso que agente resolveu fazer, fomos para Palermo. E sobre isso eu ainda pretendo contar mais pra frente, porque foi muito bom! Muito mesmo!!! =)
Até logo!
2 comentários:
Má...ameeei! Pompéia deve ser muito louco.
A Fontana de Trevi dá um comichão pra pular...e a cena do filme é linda!
Lauriinha, muito obrigada pelos comentários!!! Adoro!! :) Saudade de você! Vemmmm pra cá!
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